O Reference Mastering grava e masteriza o primeiro SACD (Super Áudio CD) totalmente produzido no Brasil.
Numa iniciativa da gravadora CAVI Records foi lançado o primeiro SACD totalmente gravado e masterizado no Brasil. Neste SACD a tecnologia DSD foi usada desde a gravação até a masterização. Um marco na carreira de André Geraissati e da Música Instrumental Brasileira.

(Veja abaixo a matéria publicada no Jornal da Tarde)

Releases e Críticas Internacionais
Brett Rudolf para o site especializado: www.musictap.net
Brian Moura (High Fidelity Review)
O SACD tem qualidade superior ao do convencional e vem com sistema que bloqueia pirataria . O CD "Canto das Águas", do violonista André Geraissati, primeiro SACD gravado na América Latina, chega às lojas em setembro É como se fosse possível atender ao maior dos pedidos de músicos, audiófilos e executivos de gravadoras: um disco de qualidade bem superior ao CD convencional e que os piratas não conseguem reproduzir. O super áudio CD (SACD), a empreitada dos sonhos da indústria fonográfica, que coloca falsificadores em maus lençóis ao mesmo tempo em que avança na busca pela reprodução do som perfeito, está sendo lançado no Brasil. A CAVI Records, selo fonográfico do Clube do Áudio & Vídeo, manda para as lojas, no início de setembro, o álbum instrumental 'Canto das Águas', do violonista André Geraissati. 'Canto das Águas' é o primeiro disco SACD gravado na América Latina que abre caminho para a expansão de um projeto que, apostam seus investidores, tem tudo para virar o jogo entre camelôs e hackers versus artistas e gravadoras. "Em alguns anos muitas empresas deixarão de lançar CDs convencionais. Os falsificadores não conseguem quebrar os códigos de defesa do super áudio e, também por isso, essa tecnologia tem tudo para se popularizar", aposta Fernando Andrette, diretor e fundador do Clube do Áudio, que edita uma revista do mesmo nome, voltada a audiófilos e especialistas da área. O formato é igual ao do disco tradicional O super áudio CD, em seu formato, não difere do disco tradicional. Embora comece a chegar ao País aparelhos próprios para tocá-los - nos quais se percebe melhor as diferenças de som -, os chamados super áudio "híbridos" (como é 'Canto das Águas') podem ser colocados em um equipamento de som convencional. As mais perceptíveis diferenças estão nas músicas que se ouve. "As pessoas entendem que o CD convencional é um reprodutor de sons perfeitos. Não é verdade. Ele está longe de ser um padrão de alta resolução digital. O que temos agora é um salto muito grande", explica o engenheiro de som Homero Lotito, sócio do estúdio Reference, onde foi gravado o disco de Geraissati, único a ter aparelhos para se registrar em SACD na América Latina. As vantagens mais evidentes na audição, conforme explica Lotito, são quatro: maior percepção dos detalhes das músicas, maior expansão do som no local onde se ouve (ao contrário da sensação de se ouvir o som apenas na "boca" da caixa), maior fidelidade ao som dos instrumentos e ausência de fadiga auditiva. "Por razões que podem ser estudadas por especialistas, o CD cansa os ouvidos. O super áudio, por ter mais 'maciez', não provoca isso." Nem tudo que traz o disco dos sonhos é exatamente uma maravilha. Os preços, sempre em dólar, são elevados se comparados aos dos CDs atuais. Enquanto um CD normal chega ao mercado internacional entre US$ 11 e US$ 13, o SACD "híbrido" gira entre US$ 27 e US$ 30. Não são todas as lojas que os têm na prateleira. Em São Paulo, podem ser encontrados nas redes Fnac e Saraiva e nas lojas Pacific Music e CD Shop. O Clube do Áudio & Vídeo também atende pedidos pelo telefone 6905-6927. "As pessoas se esquecem que, em 1984, um CD que hoje custa US$ 11 custava US$ 28", fala Andrette. O fenômeno já começa a ser percebido com os equipamentos de som. Quando foram lançados no mundo, giravam em torno dos US$ 2,8 mil. Um novo, que a Sony prepara para colocar em território nacional, sairá por US$ 210. A Cavi quer lançar outros títulos em SACD, todos voltados à música instrumental brasileira. "A proposta é preservar a música instrumental e gravá-la com qualidade. Sua produção, por ter sido empurrada para o mercado independente, por vezes perde muito", diz Andrette.>
JÚLIO MARIA Jornal da Tarde