Áudio Hi-End

O Padrão Hi-End

O termo “Hi-End” pode ser empregado para se designar processos ou tecnologias de ponta. No Reference Mastering Studio empregamos o termo “Áudio Hi-End” não para definir algum tipo esotérico de som, mas sim para definir uma sonoridade o mais próxima do som original, que nos passe a sensação de estarmos diante do “evento em si” presente holográficamente em nossa sala e não apenas ouvindo a uma reprodução eletrônica.
Algumas das características que definem o “Áudio Hi-End” são:

Equilíbrio Tonal – o perfeito balanço entre todas as frequências que compõe o espectro sonoro do programa musical.
Palco Sonoro – a percepção da música e dos músicos no espaço tridimensional, o oposto do áudio “chapado” como se todos os instrumentos e músicos estivessem alinhados na boca da caixa acústica.
Textura – maior detalhamento na sonoridade e inflexão dos diversos instrumentos, tornando possível que num uníssono perfeito seja possível distinguir com clareza os nuances de execução e timbre de cada instrumento individualmente.
Dinâmica – a preservação das várias diferenças de intensidade sonora que compõe o discurso musical.
Transientes – adequada preservação dos sons transitórios (transientes), estes sons tem picos de amplitude acentuados e curtíssima duração e são essenciais na percepção do timbre e outras características da execução de um instrumento.
Transparência – característica do evento sonoro de se apresentar como real e convincente, como se o equipamento eletrônico não existisse (o som parece n‹o vir das caixas acústicas !).

Os Processos do Reference

Para serem obtidas todas as características do áudio Hi-End vários processos foram implementados no Reference Studio.

Não se pode tomar a decisão de alterar/corrigir um detalhe da gravação se não podemos ouvi-lo! Daí a tremenda importância do sistema acústico e eletrônico de monitoração. O Reference prima pelos detalhes, as caixas acústicas Contour S 5.4 padrão “audiophile”, são extremamente precisas, realçando os mais ínfimos detalhes do programa musical seja ele, rock, jazz, uma orquestra sinfônica ou escola de samba.

Os cabos usados na condução dos sinais analógicos/digitais são dos mais avançados do mercado, em alguns tipos, a condução elétrica é feita através de fibras de carbono ao invés de metal, a ótima condução do sinal é pré-requisito para que se obtenha o máximo de transparência por todo o sistema.?

Up-Sampler e Re-Clock – este processo preliminar permite que todo o áudio digital seja pós-processado numa sample-rate muito mais elevada do que a original, minimizando os efeitos de “jitter” e assim beneficiando a percepção da imagem stereo e palco sonoro.?

DSD – Direct Stream Digital – o Reference é pioneiro no uso desta tecnologia desenvolvida pela Sony-Phillips. DSD é a matéria prima do novo formato Super Áudio CD (SACD). O DSD é usado para converter a forma original de onda em uma representação de 1-bit com uma rate fixa de 2.8224Mhz, para se ter uma idéia do que isto significa, é possível a amostragem de frequências de até 100kz !?

Processo complementar, a monitoração de todo o sinal é feita através de vários instrumentos como:

Power Meters de precisão de 0.01 db e capaz de detectar 1 sample de overload

Phase Scope, Phase Torch, Vector Scope – para a prospecção da correlação de fase

Spectrogram e Spectrograph – para análise do espectro de frequências

Bit Scope – para verificação digital